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domingo, 15 de abril de 2012

Aula de Campo na Floresta do Palmito

Floresta Estadual do Palmito

Aula de Campo: Avifauna - Herpetologia
Conservação da Natureza e Educação Ambiental - PUCPR






     A Floresta Estadual do Palmito está  localizada no município de Paranaguá, litoral do Estado do Paraná.  Apresenta uma área de 530 Hectares, delimitado ao norte com o canal do Cotinga (Baia de Paranaguá), leste com os Rios dos Almeidas e Oeste com o Ribeirão dos Correias.  

    Criada através do  Decreto 4.493/1998, é administrada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), onde anteriormente pertencia ao Banestado.

    A vegetação é do tipo Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, que é cortada por uma estrada de 8 km, abrangendo porções  do  tipo Restinga com formações  arbóreas com fisionomias  e composição florística homogênea, sugerindo graus distintos de desenvolvimento e finalizando sua porção em Manguezais caracterizados como Avicenia schaueriana, Laguncularia racemosa e Rhizophora mangle.







Observação de Aves 

BIRDWATCHING
                  

    O Brasil possui uma das mais ricas avifaunas do mundo, com as estimativas recentes variando entre 1.696 e 1.731 espécies. Cerca de 10% (193 táxons) dessas estão ameaçadas. A Amazônia apresenta o maior número de espécies, seguida pela Mata Atlântica e o Cerrado; entretanto, a maioria das espécies endêmicas do Brasil é encontrada na Mata Atlântica, especialmente nas terras baixas do litoral Sudeste e no Nordeste. O Cerrado possui o segundo maior número de espécies ameaçadas. A perda, degradação e fragmentação de habitats e a caça – especialmente para o comércio ilegal – são as principais ameaças às aves brasileiras. Numerosas iniciativas de conservação e pesquisa nos últimos 20 anos melhoraram, significativamente,  a capacidade de abordar e solucionar temas importantes para a conservação das aves. O Brasil requer um Plano Nacional para a Conservação das Aves para definir as prioridades de pesquisa e conservação na próxima década.



Caminhando na trilha da Floresta do Palmito para observação direta da Avifauna



 Coletando as espécies capturadas em Redes de Neblina  com o Prof. Eduardo Carrano




Espécie capturada em rede de neblina: Tiê - preto - Tachyphonus coronatus (Macho)









               Após a identificação de cada indivíduo,  é realizado o anilhamento e biometria. Cada pesquisador recebe um grupo específico de anilhas. 

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O anilhamento é uma técnica de marcação de aves com anéis numerados, que permite conhecer ao encontro dessas aves, o tempo de vida, as rotas migratórias, locais de reprodução, pontos de parada, dentre outras informações fundamentais para conservação das aves e seus ambientes.

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H E R P E T O L O G I A 
com o Prof. Drº Júlio Cesar Leite


Discutindo os  principais  Métodos de amostragens de Anfíbios e Répteis 

Caminhando pela trilha da Floresta do Palmito em busca ativa por répteis





Encontro de um  exemplar de Aranha Caranguejeira
Gramostola sp 
Formas de captura e manejo 




Áreas de Manguezais
CEBIMar - USP 
Por Sérgio A. Rodrigues

     O Brasil tem uma das maiores extensões de manguezais do mundo: desde o Cabo Orange no Amapá até o município de Laguna em Santa Catarina. Hoje em dia o manguezal ocupa uma superfície total de mais de 10.000 km², a grande maioria na Costa Norte.   O Estado de São Paulo tem mais de 240 km² de manguezal. No passado, a extensão dos manguezais brasileiros era muito maior: muitos portos, indústrias, loteamentos e rodovias costeiras foram desenvolvidos em áreas de manguezal.  Ao contrário de outras florestas, os manguezais não são muito ricos em espécies, porém, destacam-se pela grande abundância das populações que neles vivem. Por isso podem ser considerados um dos mais produtivos ambientes naturais do Brasil.

Somente três árvores constituem as florestas de mangue: o mangue vermelho, o mangue seriba e o mangue branco. As árvores são acompanhadas por um pequeno número de outras plantas, tais como a samambaia do mangue, o hibisco e a gramínea Spartina. Ricas comunidades de algas crescem sobre as raízes aéreas das árvores, na faixa coberta pela maré. Pelo contrário, os troncos permanentementes expostos e as copas das árvores são pobres em plantas epífitas. 
     Quanto à fauna, destacam-se as várias espécies de caranguejos, formando enormes populações nos fundos lodosos. Nos troncos submersos, vários animais filtradores, tais como as ostras, alimentam-se de partículas suspensas na água. A maioria dos caranguejos são ativos na maré baixa, enquanto os moluscos alimentam-se durante a maré alta. Uma grande variedade de peixes penetra nos manguezais na maré alta. Muitos dos peixes que constituem o estoque pesqueiro das águas costeiras dependem das fontes alimentares do manguezal, pelo menos na fase jovem. Diversas espécies de aves comedoras de peixes e de invertebrados marinhos nidificam nas árvores do manguezal. Alimentam-se especialmente na maré baixa, quando os fundos lodosos estão expostos. 
     Os manguezais fornecem uma rica alimentação proteica para a população litorânea brasileira: a pesca artesanal de peixes, camarões, caranguejos e moluscos é, para os moradores do litoral, a principal fonte de subsistência.      O manguezal foi sempre considerado um ambiente pouco atrativo e menosprezado, embora sua importância econômica e social seja muito grande. No passado, estas manifestações de aversão eram justificadas, pois a presença do mangue estava intimamente associada à febre amarela e à malária. Embora estas enfermidades já tenham sido controladas, a atitude negativa em relação a este ecossistema perdura em expressões populares onde a palavra mangue, infelizmente, adquiriu o sentido de desordem, sujeira ou local suspeito.  A destruição gratuita, a poluição doméstica e química das águas, derramamentos de petróleo e aterros mal planejados, são os grandes inimigos do manguezal.











Observando a Biodiversidade



                                                                                         Foto: Emília Noronha

                                   Foto: Emília Noronha

Pegadas de Felino (Leopardus sp.) sobre banco de areia na trilha da Floresta do Palmito





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