Floresta Estadual do Palmito
Aula de Campo: Avifauna - Herpetologia
Conservação da Natureza e Educação Ambiental - PUCPR
A Floresta Estadual do Palmito está localizada no município de Paranaguá, litoral do Estado do Paraná. Apresenta uma área de 530 Hectares, delimitado ao norte com o canal do Cotinga (Baia de Paranaguá), leste com os Rios dos Almeidas e Oeste com o Ribeirão dos Correias.
Criada através do Decreto 4.493/1998, é administrada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), onde anteriormente pertencia ao Banestado.
A vegetação é do tipo Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, que é cortada por uma estrada de 8 km, abrangendo porções do tipo Restinga com formações arbóreas com fisionomias e composição florística homogênea, sugerindo graus distintos de desenvolvimento e finalizando sua porção em Manguezais caracterizados como Avicenia schaueriana, Laguncularia racemosa e Rhizophora mangle.
Observação de Aves
BIRDWATCHING
O Brasil possui uma das mais ricas avifaunas do mundo, com as estimativas recentes variando entre 1.696 e 1.731 espécies. Cerca de 10% (193 táxons) dessas estão ameaçadas. A Amazônia apresenta o maior número de espécies, seguida pela Mata Atlântica e o Cerrado; entretanto, a maioria das espécies endêmicas do Brasil é encontrada na Mata Atlântica, especialmente nas terras baixas do litoral Sudeste e no Nordeste. O Cerrado possui o segundo maior número de espécies ameaçadas. A perda, degradação e fragmentação de habitats e a caça – especialmente para o comércio ilegal – são as principais ameaças às aves brasileiras. Numerosas iniciativas de conservação e pesquisa nos últimos 20 anos melhoraram, significativamente, a capacidade de abordar e solucionar temas importantes para a conservação das aves. O Brasil requer um Plano Nacional para a Conservação das Aves para definir as prioridades de pesquisa e conservação na próxima década.
Caminhando na trilha da Floresta do Palmito para observação direta da Avifauna
Coletando as espécies capturadas em Redes de Neblina com o Prof. Eduardo Carrano
Espécie capturada em rede de neblina: Tiê - preto - Tachyphonus coronatus (Macho)
Após a identificação de cada indivíduo, é realizado o anilhamento e biometria. Cada pesquisador recebe um grupo específico de anilhas.
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O anilhamento é uma técnica de marcação de aves com anéis numerados, que permite conhecer ao encontro dessas aves, o tempo de vida, as rotas migratórias, locais de reprodução, pontos de parada, dentre outras informações fundamentais para conservação das aves e seus ambientes.
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H E R P E T O L O G I A
com o Prof. Drº Júlio Cesar Leite
Discutindo os principais Métodos de amostragens de Anfíbios e Répteis
Caminhando pela trilha da Floresta do Palmito em busca ativa por répteis
Encontro de um exemplar de Aranha Caranguejeira
Gramostola sp
Formas de captura e manejo
Áreas de Manguezais
CEBIMar - USP
Por Sérgio A. Rodrigues
O Brasil tem uma das maiores extensões de manguezais do mundo: desde o Cabo Orange no Amapá até o município de Laguna em Santa Catarina. Hoje em dia o manguezal ocupa uma superfície total de mais de 10.000 km², a grande maioria na Costa Norte. O Estado de São Paulo tem mais de 240 km² de manguezal. No passado, a extensão dos manguezais brasileiros era muito maior: muitos portos, indústrias, loteamentos e rodovias costeiras foram desenvolvidos em áreas de manguezal. Ao contrário de outras florestas, os manguezais não são muito ricos em espécies, porém, destacam-se pela grande abundância das populações que neles vivem. Por isso podem ser considerados um dos mais produtivos ambientes naturais do Brasil.
Somente três árvores constituem as florestas de mangue: o mangue vermelho, o mangue seriba e o mangue branco. As árvores são acompanhadas por um pequeno número de outras plantas, tais como a samambaia do mangue, o hibisco e a gramínea Spartina. Ricas comunidades de algas crescem sobre as raízes aéreas das árvores, na faixa coberta pela maré. Pelo contrário, os troncos permanentementes expostos e as copas das árvores são pobres em plantas epífitas.
Quanto à fauna, destacam-se as várias espécies de caranguejos, formando enormes populações nos fundos lodosos. Nos troncos submersos, vários animais filtradores, tais como as ostras, alimentam-se de partículas suspensas na água. A maioria dos caranguejos são ativos na maré baixa, enquanto os moluscos alimentam-se durante a maré alta. Uma grande variedade de peixes penetra nos manguezais na maré alta. Muitos dos peixes que constituem o estoque pesqueiro das águas costeiras dependem das fontes alimentares do manguezal, pelo menos na fase jovem. Diversas espécies de aves comedoras de peixes e de invertebrados marinhos nidificam nas árvores do manguezal. Alimentam-se especialmente na maré baixa, quando os fundos lodosos estão expostos.
Os manguezais fornecem uma rica alimentação proteica para a população litorânea brasileira: a pesca artesanal de peixes, camarões, caranguejos e moluscos é, para os moradores do litoral, a principal fonte de subsistência. O manguezal foi sempre considerado um ambiente pouco atrativo e menosprezado, embora sua importância econômica e social seja muito grande. No passado, estas manifestações de aversão eram justificadas, pois a presença do mangue estava intimamente associada à febre amarela e à malária. Embora estas enfermidades já tenham sido controladas, a atitude negativa em relação a este ecossistema perdura em expressões populares onde a palavra mangue, infelizmente, adquiriu o sentido de desordem, sujeira ou local suspeito. A destruição gratuita, a poluição doméstica e química das águas, derramamentos de petróleo e aterros mal planejados, são os grandes inimigos do manguezal.
Observando a Biodiversidade
Foto: Emília Noronha
Foto: Emília Noronha
Pegadas de Felino (Leopardus sp.) sobre banco de areia na trilha da Floresta do Palmito





















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