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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Projeto de Pesquisa


Mamíferos de médio e grande porte de um fragmento 

da mata atlântica no sudeste do brasil.


André Luiz de  Oliveira
Biólogo
Esp. Conservação da Natureza e Educação Ambiental
PUCPR
                                                                                                               andre.biologo.sma@hotmail.com
                                                                                                                                   andre.o@pucpr.br                                                                       
                                                                                                                        

O Brasil é um país rico em diversidade de ambientes, entre eles a Floresta Amazônica, o Pantanal, a Caatinga, o Cerrado, os Campos Sulinos e a Mata Atlântica. O bioma denominado Mata Atlântica, abrange uma grande diversidade de formações, sendo classificada em Ombrófila Densa, Ombrófila Mista, Mata Decídua ou Semi-Decídua, além de mangues, restingas e formações campestres (CÂMARA, 2003; PIANÇA et al., 2008).

A Mata Atlântica, originalmente cobria a faixa litorânea desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, atualmente é o ecossistema mais afetado pela fragmentação restando somente 7,6% de sua cobertura vegetal original (MORELLATO E HADAD, 2000 p. 786-787).

 A Mata Atlântica é a  segunda maior  Floresta pluvial tropical do continente americano, que originalmente, estendia-se em forma  contínua ao  longo da costa  brasileira.  È Considerada  um dos  25 hotspots mundiais de Biodiversidade ( TABARELLI et. al, 2005 pag.132-138). A Mata Atlântica está entre os cinco hotspots mais importantes do mundo (Plano de Manejo do PECEnc). 

A Mata Atlântica apesar de ser um bioma de extrema importância, têm sido devastado mais rapidamente que qualquer outro ecossistema do mundo, perdendo mais de 93% de sua área, e embora grande parte de sua cobertura tenha sido destruída, ele ainda abriga uma grande biodiversidade de espécies vegetais e animais (MYERS et al., 2000; TABARELLI et. al., 2005).

O Estado de São Paulo apresenta atualmente poucos fragmentos de Floresta Atlântica, sendo que os maiores remanescentes contínuos do Estado, situam-se na Região do Vale do Ribeira, Região do Paranapanema e ao  longo da Faixa Litorânea (GALETTI E SÃO BERNARDO, 2004 p.827-832).


Parque Estadual Campina do  Encantado
Pariquera -Açú, Estado de São Paulo 


Zona de Amortecimento e Corredor Ecológico
Parque Estadual Campina do Encantado / Estação Ecológica Chauás


 A fauna e a flora brasileira vêm sendo constantemente ameaçadas pelos desmatamentos e consequente fragmentação das florestas, o que  causa a perda de hábitat, a restrição do tamanho populacional e o isolamento de populações locais. A preocupação com os efeitos das perturbações  humanas nas comunidades biológicas é ainda mais  urgente com relação aos mamíferos de médio e grande porte, que necessitam de áreas comparativamente maiores e estão sujeitos à caça  (SCHIEFELBEIN, et al., 2005).

Estudos envolvendo mamíferos são de extrema importância na avaliação e conservação de áreas protegidas, uma vez que são consideradas bons indicadores do estado  de preservação ambiental (CHIARELLO, 2000a. p.1654 -1656; LAIDLAW, 2000, p 1645 – 1647);

 As pegadas são sinais mais frequentes encontrados e de interpretação mais confiável. Além de fornecerem  uma identificação precisa, muitas vezes da espécie, os rastros podem auxiliar estudos de censos populacionais, de territorialidade, de densidades relativas, de período e tipo de atividades, de movimentos, e até em estudos sobre predadores (BECKER & DALPONTE, 1991). 


Os rastros podem ser utilizados para a realização de levantamentos e inventários da fauna local, mesmo estando sujeito ao conhecimento do observador, ao tipo de substrato e as condições ambientais (TOMAS et al., 2003).

                      
                                       

" ....  Estudos envolvendo mamíferos são de extrema importância na avaliação  e
conservação de áreas protegidas, uma vez que são consideradas bons
indicadores do estado de preservação ambiental
(CHIARELLO, 2000a. p.1654 - 1656; LAIDLAW, 2000, p 1645 – 1647);






Foto 01: Espécimes capturadas em  Armadilha fotográfica na trilha das Palmáceas  durante forrageio.
  Cachorro do  Mato : Cerdocyon thous


Foto 02:  Fezes encontrada na  trilha "Brejaúva" pertencentes a  Cachorro do  Mato : Cerdocyon thous



Foto 03: Caixa de areia  para coleta de  pegadas


Foto 04:  Pegada de Cachorro do Mato : Cerdocyon thous


Foto 04:  Confecção de moldes  em  gesso



Foto 06: Rastros de cervídeos  encontrados na  trilha do  Inga




Foto 07: Pegada  de  Furão coletada em armadilhas de  areia
Galictis cuja




 

Foto 08: Esquilo encontrado na  trilha das Palmáceas
 Gu e r l i n g u e t u s   i n g r ami

Foto 09:  Bradypus  variegatus - Preguiça de três dedos

Elas são vitais para a saúde dos ecossistemas. Estes herbívoros arbóreos são capazes de alcançar ramos
inacessíveis às outras espécies e exercem um papel importante como recicladores dos nutrientes das matas.   São folívoras, alimentam-se preferencialmente de brotos, folhas jovens, flores e frutos, sendo encontradas próximo ao topo das árvores. Nenhum mamífero está tão bem adaptado para viver em árvores e se alimentar delas como as preguiças.




Vídeo 01: Procyon cancrivorus 
(Mão Pelada)  capturado em  armadilha  fotográfica.



Molde  em  gesso (Furão) Galictis cuja

Contra  molde de Galictis  cuja   (Furão)  utilizando  massa  de  vidro





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