Mamíferos de médio e grande porte de um fragmento
da mata atlântica no sudeste do brasil.
André Luiz de Oliveira
Biólogo
Esp. Conservação da Natureza e Educação Ambiental
PUCPR
andre.biologo.sma@hotmail.com
andre.o@pucpr.br
O Brasil é um país rico em diversidade de ambientes, entre eles a Floresta Amazônica, o Pantanal, a Caatinga, o Cerrado, os Campos Sulinos e a Mata Atlântica. O bioma denominado Mata Atlântica, abrange uma grande diversidade de formações, sendo classificada em Ombrófila Densa, Ombrófila Mista, Mata Decídua ou Semi-Decídua, além de mangues, restingas e formações campestres (CÂMARA, 2003; PIANÇA et al., 2008).
A Mata Atlântica, originalmente cobria a faixa litorânea desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, atualmente é o ecossistema mais afetado pela fragmentação restando somente 7,6% de sua cobertura vegetal original (MORELLATO E HADAD, 2000 p. 786-787).
A Mata Atlântica é a segunda maior Floresta pluvial tropical do continente americano, que originalmente, estendia-se em forma contínua ao longo da costa brasileira. È Considerada um dos 25 hotspots mundiais de Biodiversidade ( TABARELLI et. al, 2005 pag.132-138). A Mata Atlântica está entre os cinco hotspots mais importantes do mundo (Plano de Manejo do PECEnc).
A Mata Atlântica apesar de ser um bioma de extrema importância, têm sido devastado mais rapidamente que qualquer outro ecossistema do mundo, perdendo mais de 93% de sua área, e embora grande parte de sua cobertura tenha sido destruída, ele ainda abriga uma grande biodiversidade de espécies vegetais e animais (MYERS et al., 2000; TABARELLI et. al., 2005).
O Estado de São Paulo apresenta atualmente poucos fragmentos de Floresta Atlântica, sendo que os maiores remanescentes contínuos do Estado, situam-se na Região do Vale do Ribeira, Região do Paranapanema e ao longo da Faixa Litorânea (GALETTI E SÃO BERNARDO, 2004 p.827-832).
Parque Estadual Campina do Encantado
Pariquera -Açú, Estado de São Paulo
Zona de Amortecimento e Corredor Ecológico
Parque Estadual Campina do Encantado / Estação Ecológica Chauás
A fauna e a flora brasileira vêm sendo constantemente ameaçadas pelos desmatamentos e consequente fragmentação das florestas, o que causa a perda de hábitat, a restrição do tamanho populacional e o isolamento de populações locais. A preocupação com os efeitos das perturbações humanas nas comunidades biológicas é ainda mais urgente com relação aos mamíferos de médio e grande porte, que necessitam de áreas comparativamente maiores e estão sujeitos à caça (SCHIEFELBEIN, et al., 2005).
Estudos envolvendo mamíferos são de extrema importância na avaliação e conservação de áreas protegidas, uma vez que são consideradas bons indicadores do estado de preservação ambiental (CHIARELLO, 2000a. p.1654 -1656; LAIDLAW, 2000, p 1645 – 1647);
As pegadas são sinais mais frequentes encontrados e de interpretação mais confiável. Além de fornecerem uma identificação precisa, muitas vezes da espécie, os rastros podem auxiliar estudos de censos populacionais, de territorialidade, de densidades relativas, de período e tipo de atividades, de movimentos, e até em estudos sobre predadores (BECKER & DALPONTE, 1991).
Os rastros podem ser utilizados para a realização de levantamentos e inventários da fauna local, mesmo estando sujeito ao conhecimento do observador, ao tipo de substrato e as condições ambientais (TOMAS et al., 2003).
" .... Estudos envolvendo mamíferos são de extrema importância na avaliação econservação de áreas protegidas, uma vez que são consideradas bonsindicadores do estado de preservação ambiental "
(CHIARELLO, 2000a. p.1654 - 1656; LAIDLAW, 2000, p 1645 – 1647);
Foto 01: Espécimes capturadas em Armadilha fotográfica na trilha das Palmáceas durante forrageio.
Cachorro do Mato : Cerdocyon thous
Foto 03: Caixa de areia para coleta de pegadas
Foto 04: Pegada de Cachorro do Mato : Cerdocyon thous
Foto 04: Confecção de moldes em gesso
Foto 06: Rastros de cervídeos encontrados na trilha do Inga
Foto 07: Pegada de Furão coletada em armadilhas de areia
Galictis cuja
Foto 08: Esquilo encontrado na trilha das Palmáceas
Gu e r l i n g u e t u s i n g r ami
Foto 09: Bradypus variegatus - Preguiça de três dedos
Elas são vitais para a saúde dos ecossistemas. Estes herbívoros arbóreos são capazes de alcançar ramos
inacessíveis às outras espécies e exercem um papel importante como recicladores dos nutrientes das matas. São folívoras, alimentam-se preferencialmente de brotos, folhas jovens, flores e frutos, sendo encontradas próximo ao topo das árvores. Nenhum mamífero está tão bem adaptado para viver em árvores e se alimentar delas como as preguiças.








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